Já reparou que em uma viagem a um local desconhecido o caminho de ida sempre parece demorar muito mais que a volta? Faz ideia do porquê isso acontece? É seu cérebro aprendendo, absorvendo informações, processando dados e ficando sobrecarregado com tudo que ocorre.

 

Na vida profissional acontece coisa muito semelhante. Um emprego novo, uma posição diferente, uma nova função.

 

Se você é daqueles ou daquelas que se sente confortável com situações comuns a seu entendimento, não se culpe nem ache que há nada de errado nisso. Porém, tenha absoluta certeza de que há uma ótima oportunidade de aprendizagem sendo desperdiçada.

 

Em situações cujos atores envolvidos, e onde o ambiente que caracteriza o entorno são conhecidos, nossa capacidade de aprender se reduz bastante. Isto ocorre porque ao invés de usarmos nossa energia para aprender, a poupamos com comportamentos autômatos e inconscientes. E quando isso ocorre, grande parte da beleza da coisa morre.

 

O trabalho vira enfadonho, cansativo, mecânico e repetitivo. E ninguém quer isso para si. Então, se você é um profissional busque aprender coisas novas, saia da zona de conforto.

 

Algumas dicas:

  • Fale com gente estranha e esquisita que lhe mostrem pontos de vista diferentes dos seus;

  • Escute opiniões contrárias à sua e ao invés de negá-las se esforce para justificá-las, mesmo que não as aceite para si;

  • Vá para onde você não sabe lidar com o contexto e a cultura;

  • Faça algo na qual o que você sabe pouco lhe sirva;

  • Leia sobre o que você nunca leria;

  • Procure conexões onde aparentemente não há nenhuma.

 

Quando nos forçamos a uma atitude curiosa em relação à vida, nossa percepção quando a própria vida muda.

 

E muda para melhor, pois, passamos a enxergar com muito mais sensibilidade o que não é proferido verbalmente. E creia, muito mais é dito para além das palavras. Olhares, expressões faciais, gestos, objetos que colocamos sobre nossa mesa do escritório, as cores que usamos e decoramos, o que lemos, vemos e ouvimos, dizem muito mais a nosso respeito que palavras.

 

Assim, ao olhar para além do senso comum, passamos a enxergar as forças e os fatores de influência que o definem e aprendemos:

 
  • Aprendemos sobre nós mesmos, já que nos sensibilizamos quanto ao nosso próprio meio.

  • Aprendemos sobre nossas relações, já que compreendemos os elos que a caracterizam.

  • Aprendemos sobre os outros, já que passamos a enxergá-los em suas particularidades e individualidades.

  • Aprendemos sobre a vida, que se mostra como ela é de fato: tão viva, rica e dinâmica.

 

Então, sempre que tiver a oportunidade, peça para participar de uma reunião completamente fora de sua área, peça para aprender as linhas gerais do planejamento de um setor completamente diferente do seu, busque compreender a dinâmica que rege um mercado que você não faz ideia de como funcione.

 

Acredite, pode não parecer, mas todo esse exercício vai aguçar sua criatividade.

 

Compreender as linhas gerais que caracterizam contextos fora de sua zona de conforto possibilita que você se torne muito mais sensível, e repito esta palavra por considerá-la perfeita para a mensagem; você se torna muito mais sensível para compreender a dinâmica que rege situações para além dos efeitos visíveis e imediatos.

 

E é neste ponto que a grande maioria para. Por não ser aberto a aprendizagem, por não ser sensível a contextos diferentes dos usuais, enxerga a vida, e a si próprio, somente por um prisma restrito de possibilidades. Se limita somente as obviedades comuns a qualquer um.

 

Enquanto um profissional mediano enxerga e controla um boi e deixa passar a boiada, o profissional que exercite sua habilidade de compreender entrelinhas e aprender com o diferente, se torna muito mais apto a nem deixar que o rebanho escape. Sua capacidade de enxergar além das obviedades se torna muito mais apurada.

A capacidade de enxergar além das obviedades, quando exercida através de uma postura curiosa e empata, permite que o profissional evolua em sua forma de aprender com o que lhe é diferente, e longe de descartar justamente pela diferença, consegue absorver dela o que lhe é peculiar e único e enriquecer sua própria visão.”

No final das contas, enxergamos que nem há tanta diferença assim. São só pontos de vista e compreensões diferentes. Válidos e únicos, tal qual o nosso.

 

Aprender é dinamizar a vida. É transformar e transformar-se.

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