É bastante comum ver o quanto o pensamento complexo e o pensamento ágil estão cada vez mais sendo requisitados pelo mercado. E o quanto profissionais que apresentam as habilidades relativas a estes mindsets são bem vistos.

 

A necessidade destes mindsets é uma consequência natural da constante mudança que tem caracterizado cada vez mais nossa sociedade. Mudança esta que ocorre em ciclos cada vez mais curtos e que exige uma postura diferente de outrora. Uma, muito mais flexível e dinâmica que uma rígida e constante.

 

Neste sentido, se agarrar a uma forma de pensar linear nos priva das interações e das perturbações que nos fazem agir e que nos possibilita aprender com os contextos.

Negar a inconstância das coisas que nos cercam é o mesmo que navegar rumo ao norte, mas ter o leme travado rumo ao sul. Estar perdido à noite no meio do deserto sem GPS e não saber ler as estrelas.”

Cada vez mais é preciso ser sensível as correntes de ar e ajustar a direção das velas. Cada vez mais é preciso saber se orientar sem depender de artificialidades. Cada vez mais é preciso ser sensível à própria intuição e abraçar as incertezas como a normalidade das coisas.

 

É justamente para suprir estas carências que o mindset complexo e o mindset ágil despontam como complementares entre si, possibilitando uma compreensão e um posicionamento muito mais assertivo ante ao cenário de mudança constante que se tornou a rotina em nossa vida profissional e pessoal.

O mindset complexo não só anda de mãos dadas com o mindset ágil como forma com ele uma pareia que modifica completamente o jeito de planejar estratégias, gerir projetos, melhorar cenários e engajar pessoas.”

Se você é um profissional ou líder que ainda não entende como esta relação ocorre está perdendo uma oportunidade incrível de desenvolver habilidades ímpares na carreira.

 

Mas antes de mostrar como se dá esta relação é preciso esclarecer três pontos críticos:

 

  1. Ser complexo não significa necessariamente ser difícil, complexo está relacionado a como as coisas se influenciam entre si (é um pensamento contextual), enquanto dificuldade está relacionada a inabilidade de realizar uma determinada ação;

  2. Pensar de forma ágil não significa obrigatoriamente ser rápido, mas sim que se consegue compreender o todo e pensar e agir em ciclos e em partes;

  3. Solucionar é completamente diferente de melhorar; enquanto o primeiro indica uma eliminação causal o segundo conduz a uma melhora de status gradual.

 

Então, ao compreender as premissas que reforçam o mindset complexo:

  • Nos tornamos sensíveis em identificar e compreender relações;

  • Nos tornamos capazes de enxergar efeitos que perturbam o contexto (para o bem e para o mal);

  • Nos tornamos hábeis em compreender o momento ideal de agir (assertividade e alto impacto).

 

E ao compreender as premissas do mindset ágil:

  • Conseguimos em pensar em ciclos curtos, que permitem uma maior gestão sobre as variáveis envolvidas;

  • ·Conseguimos melhorar canais de comunicação e focar em valor para o cliente (interno ou não);

  • Conseguimos pensar em termos de cooperação e autorresponsabilidade (cultura).

 

O mais legal disso tudo é que, ao conhecer e praticar as premissas relativas a estes dois mindsets, as habilidades de um e de outro mostram-se congruentes e se reforçam mutuamente. Tornando a tarefa de distinguir claramente um e outro bem complicada.

 

Pensa comigo! Se estamos está diante de um cenário complexo, onde não temos o controle refinado sobre as várias variáveis que atuam e influenciam o resultado, fica muito difícil pensar de forma assertiva diante de incertezas e tomar uma decisão. Mas a decisão precisa ser tomada, o problema não vai esperar ou arrefecer para aliviar a carga. Então, o que fazer?

 

É o pensar complexo que permite tanto entender as relações que caracterizam esse cenário, quanto a troca de informações e o estresse que atuam em cada uma delas. Aí, o pensar ágil entra e casa como uma luva, pois, torna muito mais robusta e assertiva nossa habilidade de agir e de conduzir ações em ciclos curtos em prol de uma melhoria.

 

Matam-se duas ratazanas com uma única cajadada (não quis colocar o pobre do coelhinho na jogada por questões de fofura): nem se perde tempo procurando uma solução final para tudo, nem se gasta energia à toa procurando culpado por efeitos negativos.

 

E o que é melhor diante de um problema? Uma melhora gradual, mesmo que curta mas constante, ou a espera por uma solução definitiva enquanto o contexto se agrava?

Diante da velocidade das mudanças a qual nos submetemos, é muito mais saudável, e traz muito mais resultados, saber ler e compreender os ventos e navegar admirando a paisagem, do que tornar-se cego quanto a jornada por dedicar tanto tempo reagindo as pertubações na tentativa de controlar o que não aceita controle.”

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